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Arapiraca,26/08/2026

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Promotor denuncia possível fraude no concurso da PC e teme pela própria vida e pela segurança da família

Coaracy Fonseca alerta para possível infiltração de integrantes de organizações criminosas na Polícia Civil e cobra medidas de proteção e investigação

Redação
Promotor denuncia possível fraude no concurso da PC e teme pela própria vida e pela segurança da família Foto: Divulgação





O Ministério Público de Alagoas acendeu um alerta sobre a segurança do concurso da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) após o promotor Coaracy José Oliveira da Fonseca relatar possíveis riscos de fraude e uma eventual infiltração de pessoas ligadas a organizações criminosas nos quadros da segurança pública. A manifestação foi encaminhada ao procurador-geral de Justiça, Lean Antônio Ferreira de Araújo, e publicada no Diário Oficial do MPAL nesta quarta-feira (26).


Segundo o promotor, informações reunidas durante trabalhos de pesquisa e investigação apontariam para possíveis tentativas de fraude no concurso para os cargos de agente e escrivão da Polícia Civil. Entre as suspeitas citadas estão a participação de pessoas relacionadas a grupos criminosos, incluindo facções e estruturas de pistolagem. O documento, porém, não apresenta publicamente os elementos que sustentariam as suspeitas, nem identifica candidatos ou confirma que tenha ocorrido fraude.


Coaracy afirmou ainda que teme pela própria segurança e pela de seus familiares diante da gravidade das informações levantadas. Segundo ele, não teria condições funcionais de enfrentar sozinho organizações criminosas e estruturas de pistolagem, defendendo que o caso seja tratado como uma questão de segurança pública e não apenas como um problema administrativo relacionado ao concurso.


O alerta ganhou maior dimensão porque, conforme o promotor, uma eventual entrada de integrantes ou pessoas ligadas ao crime organizado na Polícia Civil poderia representar acesso a armas, sistemas policiais, investigações sigilosas e informações de inteligência. Ele também relatou ter identificado indícios de uma possível infiltração de integrantes de facções em poderes constituídos e órgãos independentes de Alagoas, mas ressaltou que as informações precisam ser analisadas e investigadas por estruturas especializadas.


Diante das suspeitas, o promotor comunicou o caso à chefia do Ministério Público e pediu providências institucionais para garantir a segurança do certame. A recomendação envolve acompanhamento preventivo, reforço dos mecanismos de controle e proteção das informações relacionadas ao concurso, além da adoção de medidas capazes de impedir que candidatos utilizem mecanismos fraudulentos para obter aprovação.


Coaracy também criticou a ausência de respostas do Governo de Alagoas a ofícios e requisições encaminhados pela Promotoria. Na avaliação do promotor, a falta de retorno compromete o trabalho de fiscalização preventiva e dificulta a adoção antecipada de medidas diante dos riscos apontados.


A decisão sobre as providências que serão adotadas caberá ao procurador-geral de Justiça. Até o momento, não há confirmação de fraude no concurso da Polícia Civil, tampouco de infiltração criminosa nos quadros da instituição. As suspeitas apresentadas pelo promotor deverão ser submetidas à apuração antes que qualquer conclusão seja estabelecida.





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