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Arapiraca,27/08/2026

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Fim da escala 6x1 avança no Senado, mas votação em plenário ainda depende de acordo

Parecer favorável foi apresentado na CCJ, mas presidente do Senado ainda não confirmou quando proposta será analisada pelos senadores

Redação com Metrópoles
Fim da escala 6x1 avança no Senado, mas votação em plenário ainda depende de acordo Foto: Vinicius Schmidt / Metrópoles






A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 avançou nesta quinta-feira (27) no Senado, mas ainda não há garantia de que a matéria chegará ao plenário na próxima semana. A votação depende de um acordo político e da definição do calendário pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).


O relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável à admissibilidade do texto e rejeitou as emendas apresentadas por outros parlamentares. A estratégia é manter a proposta aprovada pela Câmara para evitar alterações que poderiam obrigar o texto a retornar aos deputados.


A expectativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é acelerar a tramitação e tentar concluir a votação antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Lula teria sinalizado a aliados que trabalha com a possibilidade de o plenário analisar a PEC entre terça-feira (1º) e quarta-feira (2), mas o calendário ainda não foi confirmado por Alcolumbre.


Pelo rito normal, a proposta precisa cumprir cinco sessões de discussão antes de ser votada em plenário. Para que a votação ocorra já na próxima semana, líderes governistas deverão buscar um acordo para acelerar os prazos regimentais. A decisão sobre a condução da matéria caberá ao presidente do Senado.


A PEC chegou ao Senado em 28 de maio e permaneceu 85 dias sem avançar, até ser encaminhada à CCJ em agosto. O movimento ocorreu após uma reaproximação entre o Palácio do Planalto e o Congresso. Na quarta-feira (26), Lula recebeu Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para um almoço no Palácio da Alvorada. O fim da escala 6x1 esteve entre os temas discutidos no encontro.


Pelo texto em análise, a jornada máxima semanal seria reduzida de 44 para 40 horas, com garantia de dois dias de descanso e sem redução salarial. A mudança seria implantada de forma gradual, com a retirada de duas horas da jornada 60 dias após a promulgação e das duas horas restantes 12 meses depois.


Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores, em dois turnos de votação. Apesar da pressão do governo e da popularidade do tema, ainda não está definido se a proposta conseguirá cumprir todas as etapas necessárias antes do calendário eleitoral.






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