MPT processa Rico Melquíades e cobra R$ 5 milhões por suposto assédio eleitoral
Órgão também solicita medidas para impedir interferência em escolhas eleitorais e exposição de trabalhadoras nas redes sociais
Foto: Divulgação O Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT/AL) entrou com uma ação civil pública contra o influenciador Rico Melquíades e solicita uma indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. O processo está em tramitação na Justiça do Trabalho, em Maceió, e ainda será analisado pelo Judiciário.
Segundo o MPT, as supostas irregularidades envolvem funcionárias que trabalham na residência do influenciador. O órgão afirma ter identificado alegações de pressão relacionada a posicionamentos políticos, além de situações em que informações pessoais das trabalhadoras teriam sido expostas nas redes sociais.
Entre as medidas solicitadas estão a proibição de qualquer exigência de apoio político ou participação em atividades eleitorais e a garantia de que os funcionários possam exercer o direito ao voto sem sofrer prejuízos no trabalho. O Ministério Público também pede que questões como contratação, salário, folgas e permanência no emprego não sejam vinculadas a preferências políticas.
A ação ainda requer a retirada de conteúdos considerados constrangedores ou que exponham dados pessoais dos trabalhadores, além da publicação de uma retratação nas redes sociais. O pedido de urgência será analisado pela 11ª Vara do Trabalho de Maceió.
O processo foi apresentado por quatro procuradores do Trabalho. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as acusações apresentadas pelo MPT.




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