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Arapiraca,01/10/2026

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Alagoas amplia rebanhos e se destaca no crescimento da produção pecuária

Estado teve a maior alta do país na criação de suínos, avançou entre os bovinos e registrou forte crescimento na produção de ovos; Arapiraca aparece entre os municípios de destaque

Redação com Cada Minuto
Alagoas amplia rebanhos e se destaca no crescimento da produção pecuária Foto: Divulgação

A pecuária de Alagoas ganhou força em diferentes segmentos ao longo de 2025. O estado registrou a maior taxa de crescimento do país no rebanho suíno, avanço de 22% no número de bovinos e aumento de 9% na criação de ovinos. Os dados fazem parte da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O maior destaque ficou com os suínos. O efetivo passou de 166,4 mil animais, em 2024, para 202,9 mil no ano seguinte, crescimento de 22%. A alta foi mais que o dobro da registrada pelo Amazonas, segundo colocado entre os estados. Viçosa apresentou o maior rebanho suíno de Alagoas, com 19 mil cabeças, seguida por Arapiraca, com 12 mil, e Palmeira dos Índios, com 11,8 mil.


No setor bovino, Alagoas também apresentou resultado positivo. O rebanho cresceu de 1,389 milhão para 1,485 milhão de animais, alta de 7% em um período em que o efetivo nacional recuou 1,7%. Palmeira dos Índios liderou o estado, com 45.384 bovinos, seguida por Igreja Nova, com 40 mil, e Viçosa, com 39.691. Já o rebanho ovino chegou a 357,1 mil cabeças, crescimento de 9%.


A produção de ovos foi outro segmento que apresentou forte expansão. Em 2025, Alagoas produziu 39,3 milhões de dúzias de ovos de galinha, contra 31,6 milhões no ano anterior, alta de 24,3%. O valor movimentado pelo setor cresceu ainda mais, chegando a R$ 278,3 milhões, aumento de 56%. Arapiraca foi o principal município produtor, com 15 milhões de dúzias, quase o dobro do volume registrado por São Sebastião, que ficou em segundo lugar.


Apesar dos avanços, o desempenho da pecuária não foi uniforme. O valor total da produção ficou em R$ 1,813 bilhão, praticamente estável diante dos R$ 1,816 bilhão de 2024. O leite permaneceu como principal produto de origem animal, movimentando R$ 1,256 bilhão, mas teve queda de 7,9% no valor. Em volume, a produção caiu de 596,9 milhões para 579,8 milhões de litros.


Major Isidoro manteve a liderança estadual na produção leiteira, com 47,4 milhões de litros, seguido por Batalha, com 33,4 milhões, e Minador do Negrão, com 22,7 milhões. O número de vacas ordenhadas também diminuiu, passando de 262.069 para 237.129 animais.


Na apicultura, Alagoas produziu 591,8 mil quilos de mel, crescimento de 9,9% em relação a 2024. Mesmo com a maior quantidade produzida, o valor da produção teve pequena redução, de R$ 14,3 milhões para R$ 14 milhões. Já os ovos de codorna apresentaram queda de 5,4%, fechando o ano em 2,522 milhões de dúzias.


Os números da PPM mostram um cenário de expansão em importantes cadeias da produção animal alagoana, com destaque para suínos, bovinos, ovinos e ovos de galinha. Ao mesmo tempo, os dados apontam diferenças entre os segmentos, especialmente diante da redução na produção e no valor do leite.





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