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Arapiraca,01/10/2026

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Crise em Portugal ganha novos capítulos: apelo no aeroporto e promessa de desculpas ampliam ruptura entre CR7 e Jesus

Imprensa internacional revela bastidores da saída de Cristiano Ronaldo; Rafael Leão assume a camisa 7 para enfrentar a Dinamarca nesta quinta-feira

Redação
Crise em Portugal ganha novos capítulos: apelo no aeroporto e promessa de desculpas ampliam ruptura entre CR7 e Jesus Foto: Divulgação

A crise entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus ganhou novos capítulos nesta quinta-feira (1º). Depois de o capitão deixar a concentração portuguesa, surgiram relatos de uma tentativa de reconciliação no aeroporto de Copenhague e de uma promessa de desculpas públicas que teria sido descumprida pelo treinador.


Segundo o jornal espanhol Marca, em informação repercutida pela Reuters, Jesus e Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), foram ao aeroporto tentar convencer Ronaldo a permanecer com a delegação. O atacante manteve a decisão e embarcou para Madri. A Reuters informou que a Federação não havia respondido imediatamente ao pedido de comentário sobre esse relato.


Uma promessa teria provocado a ruptura


Outro desdobramento veio do programa espanhol El Chiringuito. O jornalista Edu Aguirre, conhecido pela proximidade com Cristiano Ronaldo, apresentou uma versão segundo a qual o problema foi além da insatisfação com o banco de reservas.


Conforme o relato, reproduzido nesta manhã pelo jornal português A Bola, Jesus teria reconhecido, em uma reunião na terça-feira, que errou ao deixar Ronaldo aquecendo durante aproximadamente 30 minutos contra a Noruega sem colocá-lo em campo. O encontro teria reunido o jogador, o treinador e Pedro Proença.


Aguirre afirma que o técnico pediu desculpas em privado e prometeu assumir o erro também diante da imprensa. Na interpretação do jornalista, a entrevista coletiva seguinte contrariou esse compromisso, levando Cristiano a se sentir traído. A versão também foi repercutida pela SPORT TV portuguesa. Trata-se de um relato de bastidores, ainda sem confirmação pública dos três participantes sobre o suposto acordo.


O que Jorge Jesus disse publicamente


Na coletiva anterior ao confronto com a Dinamarca, Jesus procurou minimizar o conflito. Afirmou que Ronaldo não havia se recusado a treinar, explicou que existia um planejamento para administrar sua utilização e defendeu a autonomia da comissão técnica.


O treinador indicou ainda que Gonçalo Ramos seria titular caso tudo transcorresse normalmente. Sua posição pública foi a de que o prestígio e a trajetória de um atleta exigem cuidado na gestão, mas não alteram as regras aplicadas ao elenco.


O contraste entre esse discurso e o relato apresentado por Aguirre passou a ocupar o centro da cobertura internacional. A discussão agora envolve a confiança entre capitão e treinador, além da escolha de quem deve jogar.


Primeiro-ministro entrou em contato com os envolvidos


A repercussão ultrapassou o ambiente esportivo. Segundo a agência Lusa, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, conversou individualmente na quarta-feira com Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus e Pedro Proença, depois de o atacante deixar a concentração.


A informação confirma os contatos, mas não permite afirmar que houve um acordo ou uma solução para o impasse.


Portugal entra em campo com outro camisa 7


Enquanto os bastidores dominam o noticiário, Portugal prepara o confronto desta quinta-feira contra a Dinamarca. Segundo a RTP, a relação apresentada no site da UEFA nesta manhã atribui a camisa 7 a Rafael Leão para a partida.


A mudança tem forte peso simbólico diante da ausência de Cristiano. Entretanto, a numeração para esse compromisso não confirma uma substituição definitiva do capitão na seleção.


A Federação informou que os trabalhos continuarão com os outros 24 convocados para os jogos contra Dinamarca e Noruega, sem apresentar uma explicação detalhada para a saída de Ronaldo.


É o fim de Cristiano Ronaldo na seleção?


O jornal português O Jogo noticiou que a decisão de Ronaldo de não voltar a defender Portugal seria irreversível, informação repercutida pelo UOL. O anúncio público do jogador, porém, confirmou a saída da concentração e prometeu explicações posteriores, sem declarar expressamente uma aposentadoria internacional.


“A seu tempo direi a verdade a todos os portugueses”, escreveu Cristiano.


A crise segue aberta. A próxima manifestação do atacante poderá esclarecer se houve uma ruptura definitiva ou se ainda existe espaço para reconstruir a relação. Para Portugal, o desafio imediato é disputar a Liga das Nações enquanto a ausência de seu maior protagonista concentra a atenção fora de campo.




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