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Arapiraca,05/10/2026

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Júri de acusado pela morte do blogueiro Adriano Farias acontece nesta segunda-feira em Maceió

Carlos Henrique Ferreira Santos será julgado pela acusação de executar a tiros o comunicador em Junqueiro; defesa sustenta inocência e apresenta tese de álibi

Redação
Júri de acusado pela morte do blogueiro Adriano Farias acontece nesta segunda-feira em Maceió Foto: Divulgação


O julgamento de Carlos Henrique Ferreira Santos, de 37 anos, acusado de envolvimento na morte do blogueiro político Adriano de Farias Firmino Silva, de 33 anos, acontece nesta segunda-feira (5), no Fórum do Barro Duro, em Maceió. O caso, que ganhou repercussão em Alagoas, será analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre a responsabilidade do réu no homicídio.

Adriano Farias foi morto a tiros no dia 18 de junho de 2024, no povoado Retiro, zona rural de Junqueiro. Segundo as investigações, o blogueiro havia acabado de sair de uma academia e retornava para casa quando foi surpreendido por ocupantes de um Jeep Compass, que se aproximaram do veículo e efetuaram diversos disparos.

O ataque aconteceu na Rua João José Pereira, próximo à residência da vítima. Mesmo baleado, Adriano ainda conseguiu percorrer cerca de 50 metros com o carro antes de perder o controle do veículo e colidir.

Para o Ministério Público de Alagoas (MPAL), Carlos Henrique teria participado diretamente da execução do crime. A acusação aponta que o assassinato teria sido motivado por divergências políticas envolvendo críticas feitas pelo blogueiro à gestão municipal de Junqueiro, além de conflitos relacionados a disputas territoriais na zona rural.

Preso em agosto de 2024, no município de Teotônio Vilela, Carlos Henrique era contratado da Prefeitura de Junqueiro na época do crime, onde exercia a função de inspetor da Guarda Municipal. Ele permanece preso preventivamente enquanto aguarda o julgamento.

A defesa do acusado, comandada pelo advogado Rodrigo Aragão, nega qualquer participação no homicídio e afirma que Carlos Henrique não estava no local do crime. A principal tese apresentada é a de que o réu estaria no povoado Cadoz, em Limoeiro de Anadia, no momento da execução.

Entre os argumentos da defesa estão depoimentos de testemunhas e um comprovante de pagamento via Pix realizado em um restaurante às 16h48, horário posterior ao assassinato.

Durante a decisão que levou o acusado a julgamento popular, a Justiça considerou elementos apresentados na investigação, incluindo registros telefônicos e mensagens atribuídas ao celular do réu. Entre os pontos citados estão uma mensagem enviada às 15h56 indicando deslocamento por rodovia e conversas interceptadas sobre possível exclusão de mensagens.

As investigações sobre uma possível autoria intelectual do assassinato continuam em outro processo. Nesta ação, Maria Rejane da Silva e Valdir Joaquim da Silva Neto, mãe e irmão do prefeito de Junqueiro, Leandro Silva, respondem como supostos mandantes do crime.

O caso envolvendo a morte de Adriano Farias segue sendo acompanhado pela Justiça alagoana e pelo Ministério Público. O júri desta segunda-feira deverá analisar as provas reunidas no processo e os argumentos apresentados tanto pela acusação quanto pela defesa.






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