PF investiga redução de ônibus que pode ter dificultado votação em Alagoas e outros quatro estados
Apurações buscam esclarecer se a diminuição da frota prejudicou o acesso de eleitores às urnas durante o segundo turno
Foto: Divulgação A Polícia Federal (PF) investiga se a redução da circulação de ônibus no domingo (25), dia do segundo turno das eleições, prejudicou o deslocamento de eleitores em cinco estados, incluindo Alagoas. As apurações também envolvem Sergipe, São Paulo, Bahia e Piauí.
O objetivo é esclarecer as circunstâncias da diminuição da frota de transporte coletivo e verificar se a medida impediu ou dificultou que cidadãos chegassem aos locais de votação. Em Sergipe, a PF já instaurou um inquérito policial. Nos demais estados, diligências estão em andamento para apurar as ocorrências.
De acordo com o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, os casos ainda estão sendo investigados. As equipes atuam em conjunto com os tribunais regionais eleitorais, o Ministério Público Eleitoral e outras forças de segurança. Entre os procedimentos estão a coleta de depoimentos e as verificações nos locais envolvidos.
O artigo 297 do Código Eleitoral estabelece que impedir ou dificultar o exercício do voto pode resultar em detenção de até seis meses e aplicação de multa.
A redução da oferta de ônibus também motivou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a solicitar a ampliação do horário de votação nas localidades afetadas. O pedido foi atendido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prorrogaram o encerramento da votação por duas horas, até as 19h.
Até o início da noite de domingo, a PF havia informado a abertura de três inquéritos, a lavratura de 44 termos circunstanciados e a condução de 56 pessoas a delegacias por suspeitas de diferentes crimes eleitorais. Entre os registros estavam ocorrências relacionadas à violação do sigilo do voto, propaganda irregular e desobediência eleitoral.




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