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Arapiraca,01/03/2026

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Ipsos: 49% consideram crime e violência as principais preocupações no Brasil

Em janeiro deste ano, esse índice era de 41%. Corrupção e saúde aparecem em seguida como segundo e terceiro temas de maiores relevâncias.

G1
Ipsos: 49% consideram crime e violência as principais preocupações no Brasil Foto: Reprodução

Pesquisa Ipsos divulgada na sexta-feira (27) aponta que crime e violência continuam a ser a principais preocupações dos brasileiros. Em relação à pesquisa anterior, houve uma mudança no segundo lugar: a corrupção aparece à frente de saúde.

49% dos entrevistados apontaram crime e violência como principal preocupação. Houve uma variação de 8 pontos percentuais na comparação com o levantamento de janeiro.

"No caso da violência, o avanço dialoga diretamente com a repercussão de episódios recentes que dominaram o debate público. Os números recordes de feminicídio reforçaram a percepção de insegurança, sobretudo entre mulheres. Soma-se a isso a ampla mobilização em torno do caso do cachorro Orelha, que, embora de natureza distinta, também alimentou discussões sobre violência e brutalidade", avalia o CEO da Ipsos Brasil, Diego Pagura.

Os dados da pesquisa, divulgada com exclusividade pelo g1, mostram que 40% citaram a corrupção. A pesquisa Ipsos entrevistou 1.000 pessoas entre 16 e 74 anos entre 23 de janeiro e 6 de fevereiro.

Veja os números:

Crime e violência: 49% (eram 41% em janeiro, 45% em dezembro e 52% em novembro)

Corrupção: 40% (33% em janeiro, 36% em dezembro e 34% em novembro)

Saúde: 38% (36% em janeiro, 34% em dezembro e 36% em novembro)

Pobreza e desigualdade social: 34% (33% em janeiro, 31% em dezembro e 38% em novembro)

Impostos: 27% ( 28% em janeiro, 27% em dezembro e 25% em novembro)

Educação: 22% ( 19% em janeiro, 22% em dezembro e 22% em novembro)

Inflação: 21% ( 26% em janeiro, 24% em dezembro e 23% em novembro)

Desemprego: 15% ( 16% em janeiro, 15% em dezembro e 16% em novembro)

Ameaças contra o meio ambiente: 10% ( 11% em janeiro, 13% em dezembro e 9% em novembro)

Mudança climática: 10% (18% em janeiro, 14% em dezembro e 12% em novembro)

Ascensão do extremismo: 8% ( 9% em janeiro, 9% em dezembro e 9% em novembro)

Declínio moral: 4% (5% em janeiro, 5% em dezembro e 4% em novembro)

Conflito militar entre nações: 3% ( 3% em janeiro, 3% em dezembro e 2% em novembro)

Manutenção de programas sociais: 2% ( 3% em janeiro, 4% em dezembro e 3% em novembro)

Coronavírus (Covid-19): 2% (3% em janeiro, 2% em dezembro e 2% em novembro)

Terrorismo: 2% (3% em janeiro, 4% em dezembro e 5% em novembro)

Acesso ao crédito: 1% (2% em janeiro, 1% em dezembro e 1% em novembro)

Controle de imigração: 1% (1% em janeiro, 1% em dezembro e 1% em novembro)

"No caso da corrupção, as investigações do escândalo do Banco Master e da fraude do INSS seguem dando visibilidade a esse problema crônico do país. Ambas as preocupações, se olharmos os últimos 12 meses, subiram 11 pontos quando comparadas a fevereiro de 2025" diz o CEO da Ipsos.

Preocupações mundiais

Crime e violência (33%) e inflação (29%) continuam como a primeira e a segunda preocupações dos entrevistados em outros países.

Foram entrevistados 25.709 adultos de 16 a 74 anos em 30 países participantes, entre 23 de janeiro de 2026 e 6 de fevereiro de 2026.

Veja os números globais:

Crime e violência: 33%

Inflação: 29%

Pobreza e desigualdade social: 28%

Corrupção financeira/política: 27%

Desemprego: 27%

Saúde: 25%

Impostos: 17%

Controle de imigração: 17%

Educação: 14%

Conflito militar entre nações: 13%

Mudança climática: 13%

Ascensão do extremismo: 11%

Declínio moral: 11%

Terrorismo: 8%

Manutenção de programas sociais: 7%

Ameaças contra o meio ambiente: 7%

Coronavírus (Covid-19): 2%

Acesso ao crédito: 2%

"No cenário global, as oscilações são mais moderadas, mas o pano de fundo permanece tensionado, com crime e violência, inflação e pobreza e desigualdade figurando entre as principais preocupações", afirma Diego Pagura.

O CEO da Ipsos destaca a preocupação dos americanos com assuntos relacionados à imigração, com casos recentes de violência envolvendo agentes do ICE, sob o governo Trump.

"Isso ocorre em um contexto de ampla mobilização de protestos em todo o país contra as operações do ICE, especialmente após confrontos e mortes de civis em Minneapolis, e relatórios mostrando que grande parte das pessoas detidas não tinham antecedentes criminais, fatores que ampliam o debate público sobre políticas migratórias e segurança."




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