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Arapiraca,17/07/2026

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Defensoria recorre ao Pleno do TJAL para tentar garantir permanência de 158 estudantes da Uncisal

Redação
Defensoria recorre ao Pleno do TJAL para tentar garantir permanência de 158 estudantes da Uncisal Foto: Divulgação



A Defensoria Pública de Alagoas e a deputada estadual Cibele Moura intensificaram as medidas jurídicas para tentar assegurar a permanência de 158 estudantes matriculados na Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). A iniciativa ocorre após a Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) manter a decisão que considerou inválido o bônus regional adotado no processo seletivo da instituição.


A estratégia é levar a discussão ao Pleno do TJAL por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). A intenção é que, mesmo com o reconhecimento da inconstitucionalidade da norma, os efeitos da decisão sejam aplicados apenas aos próximos vestibulares, preservando as matrículas já efetivadas.


Segundo o defensor público Othoniel Pinheiro, a Terceira Câmara Cível não possui competência para realizar a chamada modulação dos efeitos, mecanismo jurídico que permite manter válidos atos praticados antes da declaração de inconstitucionalidade de uma lei. A Defensoria argumenta que os estudantes ingressaram na universidade amparados por uma legislação vigente e, por isso, devem ter resguardados os princípios da segurança jurídica e da boa-fé.


O órgão também sustenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) já adotou entendimento semelhante em casos envolvendo universidades de outros estados, preservando vínculos acadêmicos já consolidados. A expectativa é que o pedido de liminar seja analisado pelo Pleno do TJAL ainda neste mês.


Autora da lei que criou o bônus regional para estudantes oriundos de escolas alagoanas, a deputada Cibele Moura afirmou que a disputa judicial ainda não foi encerrada e declarou apoio à atuação da Defensoria Pública. A parlamentar defendeu a manutenção das matrículas e informou que acompanhará o julgamento junto ao colegiado de desembargadores.


Em nota, a Uncisal informou que atua em conjunto com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para recorrer da decisão e buscar alternativas jurídicas que garantam a permanência dos estudantes até a conclusão definitiva do processo.






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