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Arapiraca,01/08/2026

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“Serial Killer de Maceió” será julgado por mais quatro homicídios em novembro

Albino Santos de Lima já foi condenado por oito assassinatos e acumula penas superiores a 200 anos de prisão; novos júris ocorrerão no Fórum do Barro Duro

Redação
“Serial Killer de Maceió” será julgado por mais quatro homicídios em novembro Foto: Divulgação

Condenado por oito homicídios e com penas que já ultrapassam 200 anos de prisão, Albino Santos de Lima, de 44 anos, conhecido como o “Serial Killer de Maceió”, será submetido a novos julgamentos em novembro. Ele responderá por mais quatro assassinatos atribuídos a ele pela investigação da Polícia Civil.

Os crimes serão analisados em três sessões do Tribunal do Júri, que serão realizadas no Fórum do Barro Duro, em Maceió.

O primeiro julgamento está marcado para o dia 4 de novembro e envolve a morte de José Cícero Bernardo da Silva, de 51 anos. A vítima foi assassinada a tiros em dezembro de 2019, no bairro Jardim Petrópolis, na parte alta da capital.

A segunda sessão ocorrerá no dia 15 de novembro e terá como pauta o duplo homicídio de Antônio de Oliveira Melo Neto, de 36 anos, e Maria Claudiana da Silva, de 35 anos. O casal foi morto em fevereiro de 2020, no bairro Chã de Jaqueira.

Já no dia 25 de novembro, Albino voltará ao banco dos réus para responder pela morte de Marcelo Lopes dos Santos, de 29 anos. O crime aconteceu em novembro de 2019, também na parte alta de Maceió.

Investigações apontam 18 homicídios

Preso desde setembro de 2024, Albino Santos de Lima é apontado pela Polícia Civil como responsável por uma série de assassinatos cometidos entre 2019 e 2024. As investigações atribuem a ele 18 homicídios consumados e seis tentativas de homicídio em diferentes regiões de Maceió.

Segundo a polícia, o suspeito escolhia principalmente vítimas que moravam próximas à residência dele e que, conforme a investigação, teriam algum tipo de relação com grupos criminosos.

Durante depoimento, Albino afirmou que era “possuído pelo fogo do Arcanjo Miguel” quando cometia os crimes e disse que desejava ser o “Charles Bronson”, personagem da franquia cinematográfica “Desejo de Matar”.

Na casa do investigado, os policiais apreenderam uma arma de fogo, munições, balaclava, máscaras, luvas e um celular. De acordo com a perícia, o aparelho continha imagens em túmulos de vítimas, reportagens sobre os assassinatos e arquivos com nomes, fotos e anotações relacionadas aos crimes.

A investigação também encontrou registros de possíveis novas vítimas, incluindo uma pasta identificada como “odiadas do Instagram”, material que passou a integrar o inquérito policial.





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