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Arapiraca,23/08/2026

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Suspeito de feminicídio em Arapiraca confessa crime e diz que matou ex-companheira porque ela não quis reatar

Redação
Suspeito de feminicídio em Arapiraca confessa crime e diz que matou ex-companheira porque ela não quis reatar Foto: Divulgação

O homem de 41 anos suspeito de matar Silvânia Maria da Silva, de 36 anos, em Arapiraca, confessou o crime durante interrogatório à Polícia Civil. Ele foi preso na segunda-feira (3), em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, após passar mais de um mês foragido.

O delegado Everton Gonçalves, titular da Delegacia de Homicídios da 4ª Região, revelou que o investigado afirmou ter tentado reatar o relacionamento com a ex-companheira após a separação, ocorrida no início deste ano. Segundo o suspeito, a motivação teria sido a recusa da vítima em retomar a relação.

“Queria voltar, ela não aceitou”, relatou o delegado ao resumir a versão apresentada pelo homem durante o depoimento.

De acordo com a Polícia Civil, familiares, testemunhas e a filha do casal confirmaram que Silvânia não tinha interesse em reatar o relacionamento. As investigações também apontaram que o suspeito havia retornado recentemente de São Paulo para Arapiraca e passou a morar próximo à residência da vítima.

Durante o interrogatório, o homem afirmou que foi até a casa de Silvânia para conversar. Segundo a versão dele, uma discussão teria evoluído para agressões e ele atingiu a vítima na cabeça com um pedaço de madeira. Em seguida, confessou que utilizou uma corda para simular um enforcamento antes de fugir.

O delegado informou que o exame cadavérico apontou que a causa da morte foi um trauma na cabeça provocado por instrumento contundente. O suspeito também relatou aos investigadores detalhes sobre a tentativa de encobrir o crime.

O feminicídio aconteceu na noite de 18 de junho, no bairro Massaranduba, em Arapiraca. Desde então, o homem era procurado pela Polícia Civil. Após mais de um mês de investigação, os agentes localizaram o paradeiro do suspeito e repassaram as informações para a Polícia Civil de Pernambuco, que efetuou a prisão.

O investigado permanece preso em Pernambuco e aguarda decisão da Justiça sobre a transferência para Alagoas, onde deverá responder pelo crime.





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