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Arapiraca,15/08/2026

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Petrobras prevê produção de petróleo no Amapá em até sete anos

Redação com G1
Petrobras prevê produção de petróleo no Amapá em até sete anos Foto: Divulgação



A descoberta de hidrocarbonetos em um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, pode abrir caminho para uma nova frente de produção de petróleo no país. Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o estado poderá começar a produzir petróleo em águas ultraprofundas dentro de seis a sete anos.


A declaração foi feita neste sábado (15), em entrevista à GloboNews, um dia após a Petrobras anunciar a identificação de hidrocarbonetos no poço Morfo, localizado na Margem Equatorial. A presença do material indica a existência de petróleo ou gás natural na área, mas ainda são necessários estudos para determinar o tamanho e a viabilidade econômica da descoberta.


O poço está situado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma região com quase 3 mil metros de lâmina d’água e a cerca de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas. A Petrobras informou que a área é operada exclusivamente pela companhia, que adquiriu os direitos de exploração em 2013, durante uma rodada de licitação promovida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).



De acordo com Magda Chambriard, a Petrobras ainda precisa definir o porte da descoberta antes de estabelecer qual projeto poderá ser desenvolvido no local. A estimativa de seis a sete anos considera as etapas necessárias entre a confirmação das reservas e o início de uma eventual produção comercial.


A estatal afirma que a exploração na região faz parte da estratégia para recompor suas reservas e contribuir para o abastecimento nacional durante o processo de transição energética.


A presidente da Petrobras também classificou a descoberta como relevante para o futuro do setor no Brasil. Segundo ela, a reposição das reservas é necessária para evitar que o país volte a depender de importações de petróleo nos próximos anos.


O Instituto Brasileiro de Petróleo também considerou a descoberta significativa. Para a entidade, o resultado amplia as perspectivas de produção de petróleo e gás em novas áreas e pode contribuir para a segurança energética brasileira no médio e longo prazo.


A Petrobras, por sua vez, declarou que as atividades na região são realizadas seguindo medidas de segurança e de proteção ambiental. A companhia afirmou ainda que o projeto está relacionado à recomposição de suas reservas e ao atendimento da demanda nacional durante a transição para fontes de energia mais limpas.


Apesar da identificação de hidrocarbonetos, a descoberta ainda passa por avaliações técnicas. Somente após essa etapa será possível determinar o potencial da área e a viabilidade de uma futura produção comercial.






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