Professor é condenado a 7 anos de prisão por injúria racial contra aluno em Maceió
Educador apontou para estudante negro de 13 anos após pergunta sobre imagem de chimpanzé durante aula; Justiça também determinou indenização de R$ 15 mil
Foto: Divulgação Um professor de uma escola particular de Maceió foi condenado a sete anos e três meses de prisão pelos crimes de injúria racial e corrupção de menores. A vítima é um estudante negro de 13 anos, que teria sido apontado pelo educador após uma pergunta feita em sala de aula envolvendo a imagem de um chimpanzé. Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 15 mil ao adolescente por danos decorrentes do episódio.
O caso ocorreu no dia 12 de fevereiro deste ano, em uma unidade de ensino localizada no bairro Benedito Bentes. Na ocasião, o professor dava aula para uma turma do 8º ano quando um dos estudantes apresentou um caderno que tinha na capa a figura de um chimpanzé.
Durante a aula, surgiu uma pergunta sobre a quem a imagem poderia se assemelhar. De acordo com os elementos reunidos na investigação, o professor teria apontado para o adolescente negro, atitude que provocou risadas entre outros alunos presentes na sala.
O estudante relatou que ficou abalado com o episódio e que passou a enfrentar dificuldades para frequentar novamente a escola. Nos dias seguintes, segundo o depoimento apresentado durante a apuração, ele teria continuado sendo alvo de comentários e brincadeiras de outros estudantes. O adolescente só retornou à unidade depois de saber que o professor havia sido afastado.
A investigação também ouviu alunos que presenciaram a situação. Os depoimentos, segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), confirmaram que o professor apontou para o adolescente após a pergunta relacionada à imagem do animal. As testemunhas também relataram a reação de tristeza apresentada pelo estudante.
Durante o procedimento disciplinar realizado pela escola, o professor reconheceu que havia apontado para o aluno, mas negou que tivesse agido com intenção racista.
Para o Ministério Público, a gravidade do caso está relacionada ao fato de a situação ter ocorrido dentro de uma sala de aula e envolver um profissional responsável pela orientação e formação dos estudantes. A Promotoria também destacou que outros adolescentes estavam presentes no momento do episódio.
Esse contexto foi considerado pelo MPAL na acusação pelo crime de corrupção de menores, além da imputação de injúria racial. Durante o processo, o Ministério Público chegou a solicitar que o professor fosse impedido de exercer atividades de docência ou qualquer função que envolvesse contato direto com crianças e adolescentes.




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