Justiça determina exame de sanidade mental de policial acusado de matar colegas em Delmiro
Perícia vai apurar se Gildate Góes apresentava alguma alteração mental na época dos homicídios; prisão preventiva foi mantida
Foto: Divulgação A Justiça de Alagoas determinou que o policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho seja submetido a exame médico-legal para verificar sua condição mental no período em que os policiais Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira foram assassinados, em Delmiro Gouveia. A decisão foi tomada pela 1ª Vara do município após a defesa solicitar a abertura de um incidente de insanidade mental.
Gildate está preso preventivamente desde 20 de maio e foi indiciado pelos dois homicídios. Os policiais foram encontrados mortos a tiros dentro de uma viatura descaracterizada da Polícia Civil, na região central da cidade. Entre os elementos analisados pela Justiça estão relatos de uma mudança repentina de comportamento do acusado e um relatório policial que levantou a possibilidade de um surto psicótico após o consumo de bebida alcoólica.
Durante o interrogatório, Gildate teria afirmado que não reconhecia as ruas da cidade onde morava. Pessoas próximas também relataram comportamentos incomuns e falas desconexas. Outro ponto considerado pela Justiça foi a ausência de uma motivação aparente para os assassinatos. Segundo a investigação, o policial e as vítimas haviam participado de uma confraternização poucas horas antes dos crimes e não foram identificados conflitos anteriores entre eles.
A perícia será realizada por um médico do Centro Psiquiátrico Judiciário, que terá prazo inicial de 45 dias para apresentar o laudo. A Justiça ressaltou que a realização do exame não significa que o policial tenha algum transtorno mental ou que estivesse em surto no momento dos crimes. O objetivo é esclarecer se havia alguma alteração capaz de comprometer sua capacidade mental na ocasião. A prisão preventiva foi mantida.




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