TRE-AL esclarece que voto em branco ou nulo não anula escolhas para outros cargos
Tribunal alerta para informação falsa nas redes sociais e explica que cada voto confirmado na urna eletrônica é registrado separadamente
Foto: Divulgação O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) esclareceu que é falsa a informação que circula nas redes sociais de que o eleitor precisa votar em todos os cargos para que a votação seja considerada válida. Na urna eletrônica, cada escolha é registrada de maneira independente.
Dessa forma, o eleitor pode escolher um candidato para determinado cargo e optar pelo voto em branco ou nulo nas demais disputas. A decisão tomada em uma tela não interfere na validade dos votos que já foram confirmados para outros cargos.
O TRE-AL também explicou que a regra vale para situações em que o eleitor não conclui toda a sequência de votação. Caso pelo menos um voto já tenha sido confirmado, ele permanece registrado mesmo que a pessoa decida não continuar o procedimento.
De acordo com a Resolução nº 23.751/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se o eleitor deixar a cabine antes de finalizar a votação, a presidência da mesa receptora deverá orientá-lo a retornar para concluir o processo. Se houver recusa, os votos já confirmados serão preservados.
Nesse caso, somente os cargos que ainda não tiveram o voto confirmado serão considerados nulos. O eleitor também não poderá voltar posteriormente à seção eleitoral para completar a votação referente aos cargos restantes.
A secretária do Núcleo de Enfrentamento à Desinformação do TRE-AL, Flávia Gomes de Barros, reforçou que a urna não condiciona a validade de um voto ao preenchimento de todos os cargos. Segundo ela, também não há comprovação de que a informação falsa tenha sido transmitida durante treinamento de mesários ou por integrantes das mesas eleitorais.
O tribunal orienta os eleitores a buscar informações sobre as Eleições 2026 nos canais oficiais da Justiça Eleitoral antes de compartilhar mensagens recebidas por redes sociais ou aplicativos. A recomendação é conferir a origem do conteúdo, especialmente diante da circulação de informações falsas sobre o processo de votação.




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