Sesau alerta para baixa cobertura vacinal contra a poliomielite em Alagoas
Estado registra índice de 88,85%, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde; imunização gratuita está disponível pelo SUS.
Foto: Assessoria A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) reforçou o alerta sobre a importância da vacinação contra a poliomielite, doença viral que pode comprometer o sistema nervoso, provocar paralisia permanente e, em casos graves, levar à morte. Atualmente, a cobertura vacinal no estado é de 88,85%, abaixo dos 95% estabelecidos como meta pelo Ministério da Saúde.
A imunização é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O calendário infantil prevê cinco doses da vacina inativada contra a poliomielite (VIP): aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforços aos 15 meses e aos 4 anos.
A orientação é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação e procurem uma unidade de saúde caso haja doses pendentes. Embora a doença atinja principalmente crianças, pessoas adultas que não foram imunizadas também podem ser infectadas.
Além da vacinação, cuidados como lavar as mãos, higienizar os alimentos e consumir água tratada ajudam a reduzir o risco de infecções. Não há tratamento específico que elimine o poliovírus, o que torna a prevenção por meio da vacina fundamental.
De acordo com Isis Castro, enfermeira do Programa Nacional de Imunização (PNI) em Alagoas, a poliomielite pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, cansaço, mal-estar, náuseas, vômitos e dores ou rigidez muscular.
Nas situações mais graves, o vírus pode atingir o sistema nervoso e causar fraqueza muscular e paralisia irreversível. A manutenção de uma cobertura vacinal elevada é essencial para reduzir o risco de circulação do vírus e proteger a população.




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