Embaixada se manifesta após morte de brasileiros no Líbano
Embaixada do Líbano no Brasil lamenta mortes de brasileiros e cobra respeito ao cessar-fogo e ao direito internacional
Reprodução/Bint Jbeil News A Embaixada do Líbano no Brasil manifestou “grande preocupação” nesta terça-feira (28/4), após a morte de dois cidadãos líbano-brasileiros em um ataque atribuído às forças de Forças de Defesa de Israel no sul do Líbano.
As vítimas brasileiras foram identificadas como Manal Jaafar, mãe de Ali Ghassan Nader, 11 anos. O pai do menino, Ghassan Nader, também morreu — ele não nasceu no Brasil.
Em nota publicada nas redes sociais, o governo libanês informou que está em cooperação com a representação brasileira em Beirute para garantir apoio às famílias das vítimas.
“O Brasil e o Líbano compartilham não só o sofrimento pela perda de vidas inocentes, mas também a posição de condenar qualquer agressão e desrespeito ao direito internacional e ao direito humanitário internacional”, destacou o comunicado do gabinete do embaixador.
Cessar-fogo frágil
O episódio ocorre em meio à escalada de tensão envolvendo Israel e o grupo militar Hezbollah, apesar de um cessar-fogo em vigor.
Segundo informações confirmadas pelo Ministério das Relações Exteriores, a família foi morta no domingo (26/4), após um bombardeio atingir a casa onde as vítimas moravam, na cidade de Bint Jbeil.
Um outro filho do casal, também brasileiro, ficou ferido e segue hospitalizado. De acordo com relatos, a família havia retornado à residência para buscar pertences, acreditando que a trégua garantiria segurança.
Posição do Itamaraty
Em nota, o governo brasileiro lamentou as mortes e condenou violações do cessar-fogo por ambas as partes.
“O Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo”, ressaltou o Itamaraty, citando tanto ações israelenses quanto do Hezbollah.
O comunicado também criticou a destruição de estruturas civis no sul do Líbano e o deslocamento forçado de mais de 1 milhão de pessoas no país.
Dados do Ministério da Saúde libanês indicam que, desde 2 de março, os ataques deixaram mais de 2,5 mil mortos e quase 8 mil feridos.




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