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Arapiraca,13/08/2026

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Campanha nem começou e denúncias eleitorais já pressionam Justiça em Alagoas

Redação
Campanha nem começou e denúncias eleitorais já pressionam Justiça em Alagoas Foto: Divulgação


A campanha eleitoral de 2026 só começa oficialmente neste domingo (16), mas a Justiça Eleitoral em Alagoas já enfrenta uma intensa movimentação relacionada à propaganda política. Entre 1º de março e 5 de agosto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) recebeu 262 processos e apresentou 446 manifestações ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL).

Os números mostram que as denúncias e questionamentos sobre propaganda já estão movimentando o processo eleitoral antes mesmo do início oficial da campanha. Grande parte das demandas está relacionada a conteúdos publicados na internet e nas redes sociais, que se tornaram um dos principais espaços de disputa entre candidatos, partidos e grupos políticos.

O cenário ganhou ainda mais atenção após representantes da Meta Platforms, empresa responsável por Facebook, Instagram, WhatsApp, Messenger e Threads, informarem ao TRE/AL que Alagoas concentra cerca de 25% dos processos recebidos pela companhia no Brasil relacionados às Eleições 2026.

O percentual chama atenção porque coloca Alagoas com uma participação expressiva no volume nacional de demandas encaminhadas à empresa. Segundo as informações apresentadas, o índice também é superior ao registrado no mesmo período das eleições gerais de 2022.

A atuação do Ministério Público Eleitoral acompanha especialmente as denúncias relacionadas à propaganda no ambiente digital. As representações são analisadas pelos procuradores, que elaboram manifestações encaminhadas ao TRE/AL para subsidiar as decisões dos juízes auxiliares responsáveis pela propaganda eleitoral.

Atualmente, Eliabe Soares, Juliana Câmara e Marcelo Lôbo exercem a função de procuradores regionais eleitorais auxiliares para propaganda em Alagoas. Os três acumulam a atividade eleitoral com as atribuições que já desempenham no Ministério Público Federal.

Eliabe Soares atua em questões relacionadas às comunidades tradicionais, Juliana Câmara trabalha na área ambiental e Marcelo Lôbo possui atuação nas áreas criminal e de improbidade administrativa. Na função eleitoral, os procuradores passam a analisar também as demandas relacionadas à disputa política.

Com o início oficial da campanha neste domingo, a expectativa é de que o número de denúncias e processos aumente. A propaganda eleitoral poderá ser veiculada oficialmente e, com isso, a fiscalização sobre conteúdos publicados por candidatos, partidos e apoiadores tende a ganhar ainda mais intensidade.





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