Laudo confirma inseticida em bebida consumida durante intoxicação em Pariconha
Um laudo da Polícia Científica de Alagoas confirmou a presença do inseticida metomil na “raizada” consumida durante o caso de intoxicação coletiva registrado em Pariconha, no Alto Sertão do estado. A mesma substância também foi identificada em amostras biológicas de dois sobreviventes.
Os exames foram realizados pelos laboratórios de Química e Toxicologia Forense. Os peritos analisaram duas garrafas de cachaça da mesma marca e uma garrafa PET que armazenava a mistura artesanal consumida pelas vítimas. O metomil foi encontrado somente na bebida que estava no recipiente PET.
Nas duas garrafas originais de cachaça examinadas não foram encontrados vestígios do inseticida. Segundo a investigação, o conteúdo das garrafas teria sido utilizado no preparo da mistura artesanal, mas os exames não apontaram a presença do produto nas embalagens originais.
Os exames toxicológicos também confirmaram a presença de metomil no organismo de dois sobreviventes. A substância já havia sido identificada no corpo de Gilberto Alves Vicente, de 36 anos, que morreu após o episódio registrado no dia 26 de julho.
Outras seis pessoas foram hospitalizadas após apresentarem sintomas durante a feira livre de Pariconha. As vítimas foram encaminhadas ao Hospital Regional do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia. Duas chegaram a ser intubadas, mas os seis sobreviventes receberam alta posteriormente.
O metomil é um inseticida agrícola que pode provocar náuseas, vômitos, diarreia, dificuldade respiratória, tremores e fraqueza muscular. Em casos graves, a intoxicação pode comprometer a respiração e levar à morte.
Os laudos foram encaminhados à Polícia Civil e à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para auxiliar na continuidade da investigação e das ações de vigilância. A apuração deverá esclarecer como o inseticida foi parar na bebida consumida pelas vítimas.




COMENTÁRIOS