Jairinho é condenado a mais de 43 anos por morte de Henry Borel; Monique deixa prisão após decisão do júri
Foto: Divulgação Após um julgamento que entrou para a história do Judiciário fluminense pela duração, o ex-vereador Dr. Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel. A decisão foi anunciada pelo 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro na madrugada desta quinta-feira (4), encerrando mais de dez dias de sessões marcadas por depoimentos, debates e forte repercussão nacional.
Os jurados reconheceram a responsabilidade de Jairinho pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. Além da pena em regime fechado, ele também foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais ao pai da criança. Durante o julgamento, a acusação sustentou que Henry foi submetido a agressões recorrentes antes de morrer, em março de 2021.
Já a mãe do menino, Monique Medeiros, teve a acusação de homicídio doloso afastada pelos jurados. O entendimento foi de que houve omissão diante das agressões sofridas pela criança, o que levou à desclassificação do crime para homicídio culposo. Ela recebeu pena de 1 ano e 4 meses de detenção, mas como já havia cumprido o período em prisão preventiva, a Justiça considerou a pena extinta, permitindo sua saída imediata da prisão.
O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que pretende recorrer da decisão relacionada a Monique. A defesa de Jairinho também anunciou que buscará reverter a condenação nas instâncias superiores. O caso, que mobilizou o país desde a morte de Henry, de apenas quatro anos, teve como base laudos periciais e investigações que apontaram múltiplas lesões incompatíveis com a versão inicialmente apresentada pelo casal.




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